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ARQUIDIOCESE
DE MANAUS
PARÓQUIA
N. Srª. RAINHA DOS APÓSTOLOS
ESCOLA DE FORMAÇÃO
DE LEIGOS
A
LITURGIA DA MISSA
Sentido, valor e utilidade
Certa ocasião, numa cidade
do interior, o bispo da
diocese fora visitar as
obras de construção de uma
Igreja. Ele então, viu vários
operários carregando tijolos
de um lado para outro e
resolveu conversar com alguns
deles:
- O que você está fazendo?
E o primeiro responde-lhe:
- Carrego tijolos.
O segundo, feita a mesma pergunta,
responde:
- Estou garantindo o leite
de meus filhos.
Fazendo a mesma pergunta a
um terceiro operário, este
responde ao bispo:
- Estou ajudando a construir
uma igreja, aonde as pessoas
virão agradecer a Deus por
tudo que ele faz em suas
vidas.
Três pessoas, a mesma ação.
E para cada uma delas a
ação tinha um sentido diferente.
É o mesmo que ocorre com
a missa. Para alguns, não
há sentido, pois fazem seus
atos sem ter consciência
deles. Outros têm uma visão
muito individualista do
que fazem, e por fim há
os que enxergam o todo da
realidade em que participam,
fazendo seus atos terem
um sentido total. E nós,
em qual grupo nos encaixamos?
Antes de respondermos, analisemos
o sentido da missa. A missa
é uma celebração. E celebrar,
“é tornar presente uma realidade
através de um rito”. Na
celebração, temos sempre
presentes o passado, o presente
e o futuro, que em breves
momentos unem-se num tempo
só, a eternidade. E qual
a finalidade de uma celebração?
Nenhuma. A celebração possui
valor. Aliás, as coisas
mais importantes do homem
como o lazer, o amor, a
arte, a oração não tem uma
finalidade produtiva, mas
sim valor. E o valor da
missa é tornarmos presente
a paixão-morte-ressurreição
de Cristo através da celebração,
e assim participarmos mais
ainda do mistério de salvação
da humanidade.
Vale a pena ainda lembrar
que, ao tornarmos presente
o sacrifício de Cristo não
quer dizer que estejamos
novamente sacrificando o
Cristo. Partindo do princípio
que a salvação de Cristo
não se prende à nossa visão
de presente, passado e futuro,
mas coloca-se no nível da
eternidade, podemos afirmar
que Cristo ao morrer na
cruz salva todos os homens
em todos os tempos, e a
cada instante. É como se
em cada missa, você estivesse
aos pés da cruz contemplando
o mistério da redenção da
humanidade. E é o que acontece
em cada missa, em cada eucaristia
celebrada. E aí está o amor
de Cristo ao dar-se na Eucaristia,
em forma de alimento.
“Receita”
de Missa
Para realizarmos uma missa
precisamos de alguns ingredientes,
assim como uma receita de
bolo:
a) A palavra de Deus
b) Altar (a missa é uma ceia, precisamos de uma mesa);
c) Assembléia (no mínimo uma pessoa);
d) Intenção do que se faz, tanto da parte da assembléia quanto do
ministro;
e) Ministro ordenado (padre ou bispo);
f) Pão, água e vinho.
Estes são os ingredientes
indispensáveis a qualquer
celebração eucarística.
Sobre cada um deles, explicaremos
no decorrer de cada parte
da missa.
Uma
mudança de palavras
Outrora, a missa não possuía
este nome, mas era chamada
de ceia do Senhor ou eucaristia.
De fato, a missa é uma ceia
onde nos encontramos com
os irmãos para juntos alimentarmo-nos
do próprio Deus, que se
dá em alimento por sua Palavra
e pelo pão e o vinho. E
a missa também é eucaristia.
O que vem a ser isso?
Eucaristia significa ação
de graças. No capítulo 24
do livro do Gênesis, vemos
um exemplo de ação de graças.
Após a morte de sua esposa
Sara, Abraão pede ao seu
servo mais antigo que procure
uma esposa para seu filho
Isaac. O servo parte em
busca desta mulher, mas
como iria reconhecê-la?
Pede a Deus um sinal e o
servo a reconhece quando
uma bela jovem dá de beber
de seu cântaro ao servo
e seus camelos. E qual sua
reação após este fato? “O
servo inclinou-se diante
do Senhor. Bendito seja,
exclamou ele, o Deus de
Abraão, meu senhor, que
não faltou à sua bondade
e à sua fidelidade. Ele
conduziu-me diretamente
à casa dos parentes de meu
Senhor” (Gn 24,26-27). Eis
aqui uma ação de graças.
Quais os seus elementos? Temos
antes de tudo um fato
maravilhoso, uma
bênção, um benefício, uma
graça alcançada, manifestação
da bondade de Deus. Depois,
a admiração.
O servo inclina-se diante
do Senhor. Esta admiração
manifesta-se pela exclamação
e aclamação.
Ele não faltou à sua bondade
e à sua fidelidade. Proclama,
então, o fato, narra o acontecimento,
o benefício,
a Bênção recebida. Todos
estes elementos encontram-se
no contexto da missa, como
veremos adiante.
E
por que então a missa possui
este nome? Por enquanto
acompanhemos a missa parte
por parte e as respostas
serão dadas.
Ritos
Iniciais
Instrução Geral ao Missal Romano, n.º 24:
“Os ritos iniciais ou as partes que precedem a liturgia
da palavra, isto é, cântico
de entrada, saudação, ato
penitencial, Senhor, Glória
e oração da coleta, têm
o caráter de exórdio, introdução
e preparação. Estes ritos
têm por finalidade fazer
com que os fiéis, reunindo-se
em assembléia, constituam
uma comunhão e se disponham
para ouvir atentamente a
Palavra de Deus e celebrar
dignamente a Eucaristia”.
- Comentário Inicial
Este
tem por fim introduzir os
fiéis ao mistério celebrado.
Sua posição correta seria
após a saudação do padre,
pois ao nos encontrarmos
com uma pessoa primeiro
a saudamos para depois iniciarmos
qualquer atividade com ela.
2. Canto de Entrada
“Reunido o povo, enquanto o sacerdote entra com os ministros,
começa o canto de entrada.
A finalidade desse canto
é abrir a celebração, promover
a união da assembléia, introduzir
no mistério do tempo litúrgico
ou da festa, e acompanhar
a procissão do sacerdote
e dos ministros”(IGMR n.25)
Durante o canto de entrada
percebemos alguns elementos
que compõem o início da
missa:
a) O canto
Durante a missa, todas as
músicas fazem parte de cada
momento. Através da música
participamos da missa cantando.
A música não é simplesmente
acompanhamento ou trilha
musical da celebração: a
música é também nossa forma
de louvarmos a Deus. Daí
a importância da participação
de toda assembléia durante
os cantos.
b) A procissão
O povo de Deus é um povo peregrino,
que caminha rumo ao coração
do Pai. Todas as procissões
têm esse sentido: caminho
a se percorrer e objetivo
a que se quer chegar.
c) O beijo no altar
Durante a missa, o pão e o
vinho são consagrados no
altar, ou seja, é no altar
que ocorre o mistério eucarístico.
O presidente da celebração
ao chegar beija o altar
em sinal de carinho e reverência
por tão sublime lugar.
Por incrível que possa parecer,
o local mais importante
de uma igreja é o altar,
pois ao contrário do que
muita gente pensa, as hóstias
guardadas no sacrário nunca
poderiam estar ali se não
houvesse um altar para consagrá-las.
3. Saudação
a) Sinal da Cruz
O presidente da celebração e a assembléia recordam-se
por que estão celebrando
a missa. É, sobretudo pela
graça de Deus, em resposta
ao seu amor. Nenhum motivo
particular deve sobrepor-se
à gratuidade. Pelo sinal
da cruz nos lembramos que
pela cruz de Cristo nos
aproximamos da Santíssima
Trindade.
b) Saudação
Retirada na sua maioria dos
cumprimentos de Paulo, o
presidente da celebração
e a assembléia se saúdam.
O encontro eucarístico é
movido unicamente pelo amor
de Deus, mas também é encontro
com os irmãos.
4. Ato Penitencial
Após saudar a assembléia presente,
o sacerdote convida toda
assembléia a, em um momento
de silêncio, reconhecer-se
pecadora e necessitada da
misericórdia de Deus. Após
o reconhecimento da necessidade
da misericórdia divina,
o povo a pede em forma de
ato de contrição: Confesso
a Deus Todo-Poderoso...
Em forma de diálogo por
versículos bíblicos:
Tende compaixão de nós...
Ou em forma de ladainha:
Senhor, que viestes salvar...
Após, segue-se a absolvição
do sacerdote. Tal ato pode
ser substituído pela aspersão
da água, que nos convida
a rememorar-nos o nosso
compromisso assumido pelo
batismo e através do simbolismo
da água pedirmos para sermos
purificados.
Cabe aqui dizer, que o “Senhor,
tende piedade” não pertence
necessariamente ao ato penitencial. Este se dá após a absolvição
do padre e é um canto que
clama pela piedade de Deus.
Daí ser um erro omiti-lo
após o ato penitencial quando
este é cantando. O “Senhor,
tende piedade” poderá fazer
parte do ato penitencial,
mas para isso é necessário
a inserção de uma característica
de Deus. Ainda com relação
ao texto do “Senhor...”,
os vocativos presentes em
cada frase referem-se a
Jesus Cristo, aquele que
intercede ao Pai por nossos
pecados.
5. Hino de Louvor
Espécie de salmo composto
pela Igreja, o glória é
uma mistura de louvor e
súplica, em que a assembléia
congregada no Espírito Santo,
dirige-se ao Pai e ao Cordeiro.
é proclamado nos domingos
- exceto os do tempo da
quaresma e do advento -
e em celebrações especiais,
de caráter mais solene.
6. Oração da Coleta
Encerra o rito de entrada
e introduz a assembléia
na celebração do dia.
“Após o convite do celebrante, todos se conservam em
silêncio por alguns instantes,
tomando consciência de que
estão na presença de Deus
e formulando interiormente
seus pedidos. Depois o sacerdote
diz a oração que se costuma
chamar de ‘coleta’, a qual
a assembléia dá o seu assentimento
com o ‘Amém’ final” (IGMR
32).
Dentro da oração da coleta
podemos perceber os seguintes
elementos: invocação,
pedido e finalidade.
Liturgia
da Palavra
Não
existe celebração na liturgia
cristã em que não se proclame
a Palavra de Deus. Isto
porque a Igreja antes
de tornar presente os
mistérios de Cristo ela
os contempla. Pela palavra,
Deus convoca e recria
o seu povo, através de
uma resposta de conversão
da parte de quem a ouve.
“A
parte principal da Palavra
de Deus é constituída
pelas leituras da Sagrada
Escritura e pelos Cânticos
que ocorrem entre elas,
sendo desenvolvida e concluída
pela homilia, a profissão
de fé e a oração universal
ou dos fiéis. Pois nas
leituras explanadas pela
homilia Deus fala ao seu
povo, revela o mistério
da redenção e da salvação,
e oferece alimento espiritual.;
e o próprio Cristo, por
sua palavra, se acha presente
no meio dos fiéis. Pelos
cânticos, o povo se apropria
dessa palavra de Deus
e a ele adere pela profissão
de fé. Alimentado por
esta palavra, reza na
oração universal pelas
necessidades de toda a
Igreja e pela salvação
do mundo inteiro”(IGMR
33).
1. I , II Leituras e Salmo
Para
compreendermos melhor
a liturgia da Palavra
é necessário distinguir
entre a liturgia dominical
e a liturgia dos dias
da semana. A primeira
é dividida em três anos,
nos quais a Igreja procura
ler toda a Bíblia. Nos
dias de domingo e festas
o esquema das leituras
é o seguinte: Primeira
leitura, salmo, segunda
leitura, aclamação ao
Evangelho e evangelho.
A primeira leitura e o
evangelho tratam geralmente
do mesmo assunto, para
mostrar Jesus como aquele
que leva à plenitude a
antiga aliança; o salmo,
é uma meditação da leitura,
uma espécie de comentário
cantado - daí ser insubstituível;
a segunda leitura é feita
de forma semi-contínua,
sempre extraída da carta
do apóstolo. Com relação
aos anos litúrgicos confira
o apêndice
B, sobre o ano da
Igreja.
Já a liturgia dos dias da semana não apresenta a segunda
leitura, e toda a Bíblia
é lida todos os anos.
2. Evangelho
É o
ponto alto da liturgia
da Palavra. Cristo torna-se
presente através de sua
Palavra e da pessoa do
sacerdote. Tal momento
é revestido de cerimônia,
devido sua importância.
Todos ficam de pé e aclamam
o Cristo que fala. O diácono
ou o padre dirigem-se
à mesa da palavra para
proclamá-la. O que proclama
a Palavra do evangelho
menciona a presença do
Cristo vivo entre nós.
Faz o sinal da cruz na
testa, na boca e no coração
para que todo o ser fique
impregnado da mensagem
do Evangelho: a mente
a acolha, a boca a proclame
e o coração a sinta e
a viva.
3. Homilia
A homilia
faz a transição entre
a palavra de Deus e sua
resposta. É feita exclusivamente
por um ministro ordenado,
pois este recebeu, através
da imposição das mãos
o dom especial para pregar
o Evangelho. A função
da homilia é confrontar
o mistério celebrado com
a vida da comunidade.
Na homilia, o sacerdote
anima o povo, exorta-o
e se for preciso o denuncia,
mostrando a distância
entre o ideal proposto
e a vida concreta do povo.
4. Profissão de fé
“O símbolo ou profissão de fé, na celebração da missa,
tem por objetivo levar
o povo a dar seu assentimento
e resposta à palavra de
Deus ouvida nas leituras
e homilia, bem como lhe
recordar a regra da fé
antes de iniciar a celebração
da eucaristia”(IGMR 43).
A profissão de fé consiste na primeira resposta dada
à Palavra de Deus. Nela
cremos e aderimos, manifestando
também nossa fé naquela
que possui a incumbência
de perpetuar esta palavra:
a Igreja Católica. Possui
duas formas, sendo a mais
extensa proclamada em
solenidades especiais,
como o Natal, Anunciação
etc.
5. Preces da comunidade
“Na oração dos fiéis ou oração universal, a assembléia
dos fiéis, iluminada pela
graça de Deus, à qual
de certo modo responde,
pede normalmente pelas
necessidades da Igreja
universal e da comunidade
local, pela salvação do
mundo, pelos que se encontram
em qualquer necessidade
e por grupos determinados
de pessoas” (IGMR 30).
O povo de Deus ouve a Palavra de Deus, a acolhe e
dá a sua resposta. Esta
pode ser em forma de louvor,
de súplica, adoração ou
intercessão. Pede a Deus
a graça de poder realizar
a sua vontade; porém ele
não é egoísta: pede por
todos para que também
possam realizar esta palavra
e assim encontrar o sentido
para suas vidas. Pede
pela Igreja, para que
esta tenha coragem de
continuar proclamando
esta palavra. Pede por
aqueles que sofrem e pelas
autoridades locais, para
que concretizem o Reino
de Deus entre nós. Finalmente
faz seus pedidos pela
comunidade local.
Talvez seria de imensa riqueza para a liturgia se
as preces fossem feitas
de modo espontâneo, mas
para isso seria necessário
ordem e instrução por
parte da assembléia. Seria
necessário lembrar que
a resposta à Palavra de
Deus nunca se dá de modo
egoísta.
Na liturgia eucarística atingimos
o ponto alto da celebração.
Durante ela a Igreja irá
tornar presente o sacrifício
que Cristo fez para nossa
salvação. Não se trata de
outro sacrifício, mas sim
de trazer à nossa realidade
a salvação que Deus nos
deu. Durante esta parte
a Igreja eleva ao Pai, por
Cristo, sua oferta e Cristo
dá-se como oferta por nós
ao Pai, trazendo-nos graças
e bênçãos para nossas vidas.
“Cristo
na verdade, tomou o pão
e o cálice em suas mãos,
deu graças, partiu o pão
e deu-os aos seus discípulos
dizendo: ‘Tomai, comei,
isto é o meu Corpo, este
é o cálice do meu Sangue.
Fazei isto em memória de
mim’. Por isso, a Igreja
dispôs toda a celebração
da liturgia eucarística
em partes que correspondam
às palavras e gestos de
Cristo:
1)
no ofertório leva-se o pão
e o vinho com água, isto
é, os elementos que Cristo
tomou em suas mãos;
2)
na oração eucarística rendem-se
graças a Deus por toda obra
salvífica e o pão e vinho
tornam-se o Corpo e o Sangue
de Cristo;
3) pela fração do mesmo pão
manifesta-se a unidade dos
fiéis, e pela comunhão recebem
o Corpo e o Sangue do Senhor
como os discípulos o receberam
das mãos do próprio Cristo”
(IGMR 48).
É durante a liturgia eucarística
que podemos entender a missa
como uma ceia, pois afinal
de contas nela podemos enxergar
todos os elementos que compõem
uma: temos a mesa - mais
propriamente a mesa da Palavra
e a mesa do pão. Temos o
pão e o vinho, ou seja o
alimento sólido e líquido
presentes em qualquer ceia.
Tudo conforme o espírito
da ceia pascal judaica,
em que Cristo instituiu
a eucaristia.
E de fato, a Eucaristia no
início da Igreja era celebrada
em uma ceia fraterna. Porém
foram ocorrendo alguns abusos,
como Paulo os sinaliza na
Primeira Carta aos Coríntios.
Aos poucos foi sendo inserida
a celebração da palavra
de Deus antes da ceia fraterna
e da consagração. Já no
século II a liturgia da
Missa apresentava o esquema
que possui hoje em dia.
Após essa lembrança de que
a Missa também é uma ceia,
podemos nos questionar sobre
o sentido de uma ceia, desde
o cafezinho oferecido ao
visitante até o mais requintado
jantar diplomático. Uma
ceia significa, entre outros:
festa, encontro, união,
amor, comunhão, comemoração,
homenagem, amizade, presença,
confraternização, diálogo,
ou seja, vida. Aplicando
esses aspectos a Missa,
entenderemos o seu significado,
principalmente quando vemos
que é o próprio Deus que
se dá em alimento. Vemos
que a Missa também é um
convívio no Senhor.
A liturgia eucarística divide-se em: apresentação
das oferendas,
oração eucarística e rito da comunhão.
Apresentação
das Oferendas
Apesar de conhecida como ofertório, esta parte da Missa
é apenas uma apresentação
dos dons que serão ofertados
junto com o Cristo durante
a consagração. Devido ao
fato de maioria das Missas
essa parte ser cantada não
podemos ver o que acontece
durante esse momento. Conhecendo
esses aspectos poderemos
dar mais sentido à celebração.
Analisemos
inicialmente os elementos
do ofertório: o pão o vinho
e a água. O que significam?
De fato foram os elementos
utilizados por Cristo na
última ceia, mas eles possuem
todo um significado especial:
1) o pão e o vinho representam
a vida do homem, o que ele
é, uma vez que ninguém vive
sem comer nem beber;
2) representam também o
que o homem faz, pois ninguém
vai na roça colher pão nem
na fonte buscar vinho;
3) em Cristo o pão e o vinho
adquirem um novo significado,
tornando-se o Corpo e o
Sangue de Cristo. Como podemos
ver, o que o homem é, e
o que o homem faz adquirem
um novo sentido em Jesus
Cristo.
E a água? Durante a apresentação
das oferendas, o sacerdote
derrama algumas gotas de
água no vinho. E o porquê
disso? Sabemos que no tempo
de Jesus os judeus bebiam
vinho diluído em um pouco
de água, e certamente Cristo
também devia fazê-lo pois
era verdadeiramente homem.
Por outro lado, a água quando
misturada ao vinho adquire
a cor e o sabor deste. Ora,
as gotas de água representam
a humanidade que se transforma
quando diluída em Cristo.
Os tempos da preparação das oferendas:
a) Preparação do altar
“Em primeiro lugar prepara-se o altar ou a mesa do Senhor,
que é o centro de toda liturgia
eucarística, colocando-se
nele o corporal, o purificatório,
o cálice e o missal , a
não ser que se prepare na
credência”(IGMR 49).
b) Procissão das oferendas
Neste momento, trazem-se os
dons em forma de procissão.
Lembrando que o pão e o
vinho representam o que
é o homem e o que ele faz,
esta procissão deve revestir-se
do sentimento de doação,
ao invés de ser apenas uma
entrega da água e do vinho
ao sacerdote.
c) Apresentação das oferendas
a Deus
O sacerdote apresenta a Deus
as oferendas através da
fórmula: Bendito sejais...
e o povo aclama: Bendito
seja Deus para sempre!
Este momento passa despercebido
da maioria das pessoas devido
ao canto do ofertório. O
ideal seria que todo o povo
participasse desse momento,
sendo o canto usado apenas
durante a procissão e a
coleta fosse feita sem as
pessoas saírem de seus locais.
O canto não é proibido,
mas deve procurar durar
exatamente o tempo da apresentação
das oferendas, para que
o sacerdote não fique esperando
para dar prosseguimento
à celebração.
d) A coleta do ofertório
Já nas sinagogas hebraicas,
após a celebração da Palavra
de Deus, as pessoas costumavam
deixar alguma oferta para
auxiliar as pessoas pobres.
E de fato, este momento
do ofertório só tem sentido
se reflete nossa atitude
interior de dispormos os
nossos dons em favor do
próximo. Aqui, o que importa
não é a quantidade, mas
sim o nosso desejo de assim
como Cristo, nos darmos
pelo próximo. Representa
o nosso desejo de aos poucos,
deixarmos de celebrar a
eucaristia para nos tornarmos
eucaristia.
e) O lavar as mãos
Após o sacerdote apresentar
as oferendas ele lava suas
mãos. Antigamente, quando
as pessoas traziam os elementos
da celebração de suas casas,
este gesto tinha caráter
utilitário, pois após pegar
os produtos do campo era
necessário que lavasse as
mãos. Hoje em dia este gesto
representa a atitude, por
parte do sacerdote, de tornar-se
puro para celebrar dignamente
a eucaristia.
f) O Orai Irmãos...
Agora o sacerdote convida
toda assembléia à unir suas
orações à ação de graças
do sacerdote.
g) Oração sobre as Oferendas
Esta oração coleta os motivos
da ação de graças e lança
no que segue, ou seja, a
oração eucarística. Sempre
muito rica, deve ser acompanhada
com muita atenção e confirmada
com o nosso amém!
A
Oração Eucarística
É na oração eucarística em que atingimos o ponto alto
da celebração. Nela, através
de Cristo que se dá por
nós, mergulhamos no mistério
da Santíssima Trindade,
mistério da nossa salvação:
“A oração eucarística é o centro e ápice de toda celebração,
é prece de ação de graças
e santificação. O sacerdote
convida o povo a elevar
os corações ao Senhor na
oração e na ação de graças
e o associa à prece que
dirige a Deus Pai por Jesus
Cristo em nome de toda comunidade.
O sentido desta oração é
que toda a assembléia se
una com Cristo na proclamação
das maravilhas de Deus e
na oblação do sacrifício”
(IGMR 54).
Para melhor compreendermos
a oração eucarística é necessário
que tenhamos em mente as
palavras: ação de
graças, sacrifício
e páscoa.
1. A missa é ação de graças
Como já foi referida anteriormente,
a missa também pode ser
chamada de eucaristia, ou
seja, ação de graças. E
a partir da passagem do
servo de Abraão pudemos
ter uma noção do que é uma
oração eucarística ou de
ação de graças. Pois bem,
esta atitude de ação de
graças recebe o nome de
berakah
em hebraico, que traduzindo-se
para o grego originou três
outras palavras: euloguia,
que traduz-se por bendizer;
eucharistia,
que significa gratidão pelo
dom recebido de graça; e
exomologuia,
que significa reconhecimento
ou confissão.
Diante da riqueza desses significados
podemos nos perguntar: quem
dá graças a quem? Ou melhor
dizendo, quem dá dons, quem
dá bênçãos a quem? Diante
dessa pergunta podemos perceber
que Deus dá graças
a si mesmo, uma vez
que sendo uma comunidade
perfeita o Pai ama o Filho
e se dá por ele e o Filho
também se dá ao Pai, e deste
amor surge o Espírito Santo.
Por sua vez, Deus dá
graças ao homem, uma
vez que não se poupou nem
de dar a si mesmo por nós
e em resposta o homem
dá graças a Deus, reconhecendo-se
criatura e entregando-se
ao amor de Deus. Ora, o
homem também dá graças
ao homem, através da
doação ao próximo a exemplo
de Deus. Também o homem
dá graças a natureza,
respeitando-a e tratando-a
como criatura do mesmo Criador.
O problema ecológico que
atravessamos é, sobretudo,
um problema eucarístico.
A natureza também dá
graças ao homem, se
respeitada e amada. A
natureza dá graças a Deus
estando à serviço de seu
criador a todo instante.
A partir desta visão da ação
de graças começamos a perceber
que a Missa não reduz-se
apenas a uma cerimônia realizada
nas Igrejas, ao contrário,
a celebração da Eucaristia
é a vivência da ação de
Deus em nós, sobretudo através
da libertação que Ele nos
trouxe em seu Filho Jesus.
Cristo é a verdadeira e
definitiva libertação e
aliança, levando à plenitude
a libertação do povo judeu
do Egito e a aliança realizada
aos pés do monte Sinai.
2. A missa é sacrifício
Sacrifício é uma palavra que possui
a mesma raiz grega da palavra
sacerdócio,
que do latim temos sacer-dos,
o dom sagrado. O dom sagrado
do homem é a vida, pois
esta vem de Deus. Por
natureza o homem é um sacerdote.
Perdeu esta condição por
causa do pecado. Sacrifício,
então, significa o que é
feito sagrado. O homem torna
sua vida sagrada quando
reconhece que esta é dom
de Deus. Jesus Cristo faz
justamente isso: na condição
de homem reconhece-se como
criatura e se entrega totalmente
ao Pai, não poupando nem
sua própria vida. Jesus
nesse momento está representando
toda a humanidade. Através
de sua morte na cruz dá
a chance aos homens e às
mulheres de novamente orientarem
suas vidas ao Pai assumindo
assim sua condição de sacerdotes
e sacerdotisas.
Com
isso queremos tirar aquela
visão negativa de que sacrifício
é algo que representa a
morte e a dor. Estas coisas
são necessárias dentro do
mistério da salvação pois
só assim o homem pode reconhecer
sua fraqueza e sua condição
de criatura.
3. A Missa também é Páscoa
A Páscoa foi a passagem da
escravidão do Egito para
a liberdade, bem como a
aliança selada no monte
Sinai entre Deus e o povo
hebreu. E diante desses
fatos o povo hebreu sempre
celebrou essa passagem,
através da Páscoa anual,
das celebrações da Palavra
aos sábados, na sinagoga
e diariamente, antes de
levantar-se e deitar-se,
reconhecendo a experiência
de Deus em suas vidas e
louvando a Deus pelas experiências
pascais vividas ao longo
do dia. O povo judeu vivia
em atitude de ação de graças,
vivendo a todo instante
a Páscoa em suas vidas.
E é dentro da celebração da
Páscoa anual dos judeus
que Jesus Cristo institui
o sacramento da Eucaristia,
dando o seu corpo como sinal
de libertação definitiva
e dando seu sangue para
selar a nova e eterna aliança.
Em Cristo dá-se a verdadeira
páscoa, o encontro definitivo
do homem com Deus.
Fazei
isto em memória de mim
Cristo ao instituir a Páscoa-rito
para os cristãos deixa uma
ordem ao final dela: “Fazei
isto em memória de mim”.
Mas o que pode significar
esta ordem? Pode significar
o fato de que, todas as
vezes que quisermos celebrar
a Páscoa devemos dar graças,
consagrar o pão e reparti-lo
com os irmãos. Mas será
que apenas foi isto que
Cristo mencionou na última
ceia? Durante as palavras
da consagração é muito forte
a idéia de doação: “Tomou
o pão e o deu a seus
discípulos”, “Isto é o meu
corpo, isto é o meu sangue
dados por vós”. A
meu ver, Cristo nos chama
a ser pão e vinho dado aos
irmãos. Cristo nos chama
a darmos o nosso corpo e
o nosso sangue para, desse
modo, fazermos memória a
ele.
O esquema da oração eucarística segue aquele esquema
referente a berakah dos
judeus. Em resumo temos
o seguinte:
1) O fato maravilhoso - Expresso no prefácio, relembra
os benefícios, as bênçãos
de Deus em nossas vidas.
2)
Admiração - Sentimento que atravessa
toda oração.
3)
Exclamações e aclamações da assembléia ao longo da
oração eucarística.
4)
Proclamação ou a memória dos benefícios,
através da consagração das
espécies.
5)
Pedidos e intercessões
6) Louvor final - Por Cristo, com Cristo, em
Cristo...
Após essas breves considerações
vejamos agora como se esquematiza
a oração eucarística:
a) Definição
“Trata-se de uma ação de graças ao Pai, por Cristo,
no Espírito Santo. A Igreja
rende graças a Deus Pai
pelas maravilhas operadas
por Cristo, no Espírito
Santo. Ela louva, bendiz
e agradece ao Pai. Comemora
o Filho. Invoca o Espírito
Santo”.
b) Prefácio
Após o diálogo introdutório,
o prefácio possui a função
de introduzir a assembléia
na grande ação de graças
que se dá a partir deste
ponto. Existem inúmeros
prefácios, abordando sobre
os mais diversos temas:
a vida dos santos, Nossa
Senhora, Páscoa etc.
c) O Santo
É a primeira grande aclamação
da assembléia a Deus Pai
em Jesus Cristo. O correto
é que seja sempre cantado.
d) A invocação do Espírito
Santo
Através dele Cristo realizou
sua ação quando presente
na história e a realiza
nos tempos atuais. A Igreja
nasce do espírito Santo,
que transforma o pão e o
vinho. A Igreja tem sua
força na Eucaristia.
e) A consagração
Deve ser toda acompanhada
por nós. É reprovável o
hábito de permanecer-se
de cabeça baixa durante
esse momento. Reprovável
ainda é qualquer tipo de
manifestação quando o sacerdote
ergue a hóstia, pois este
é um momento sublime e de
profunda adoração. Nesse
momento o mistério do amor
do Pai é renovado em nós.
Cristo dá-se por nós ao
Pai trazendo graças para
nossos corações. Daí ser
esse um momento de profundo
silêncio.
f) Preces e intercessões
Reconhecendo a ação de Cristo
pelo Espírito Santo em nós,
a Igreja pede a graça de
abrir-se a ela, tornando-se
uma só unidade. Pede para
que o papa e seus auxiliares
sejam capazes de levar o
Espírito Santo a todos.
Pede pelos fiéis que já
se foram e pede a graça
de, a exemplo de Nossa Senhora
e dos santos, os fiéis possam
chegar ao Reino para todos
preparados pelo Pai.
g) Doxologia Final
É uma espécie de resumo de
toda a oração eucarística,
em que o sacerdote tendo
o Corpo e Sangue de Cristo
em suas mãos louva ao Pai
e toda assembléia responde
com um grande “amém”,
que confirma tudo aquilo
que ela viveu.
Rito
da Comunhão
A oração eucarística representa a dimensão vertical
da Missa, em que nos
unimos plenamente a Deus
em Cristo. Após alcançarmos
a comunhão com Deus Pai,
o desencadeamento natural
dos fatos é o encontro com
os irmãos, uma vez que Cristo
é único e é tudo em todos.
Este é o momento horizontal
da Missa. Tem também
esse momento o intuito de
preparar-nos ao banquete
eucarístico.
a) O Pai-Nosso
É o desfecho natural da oração
eucarística. Uma vez que
unidos a Cristo e por ele
reconciliados com Deus,
nada mais oportuno do que
dizer: Pai nosso... Esta
oração deve ser rezada em
grande exaltação, se possível
cantada. Após o Pai Nosso
segue o seu embolismo,
ou seja, a continuação do
último pensamento da oração.
Segue aqui uma observação:
o único local em que não
dizemos “amém” ao final
do Pai Nosso é na Missa,
dada a continuidade da oração
expressa no embolismo.
b) Oração pela paz
Uma vez reconciliados em Cristo,
pedimos que a paz se estenda
a todas as pessoas, presentes
ou não, para que possam
viver em plenitude o mistério
de Cristo. Pede-se também
a Paz para a Igreja, para
que, desse modo, possa continuar
sua missão.
c) O cumprimento da Paz
É um gesto simbólico, representando
nosso bem-querer ao próximo.
Por ser um gesto simbólico
não há a necessidade em
sair do local para cumprimentar
a todos na Igreja. Se todos
tivessem em mente o simbolismo
expresso nesse momento não
seria necessária a dispersão
que o caracteriza na maioria
dos casos. Também não é
conveniente que se cante
durante esse momento, uma
vez que deveria durar pouco
tempo. A música pode ficar
para Missas celebradas em
pequenos grupos.
d) O Cordeiro de Deus
O sacerdote e a assembléia
se preparam em silêncio
para a comunhão. Neste momento
o padre mergulha um pedaço
do pão no vinho, representando
a união de Cristo presente
por inteiro nas duas espécies.
A seguir todos reconhecem
sua pequenez diante de Cristo
e como o Centurião exclamam:
Senhor, eu não sou digno
de que entreis em minha
morada, mas dizei uma só
palavra e serei salvo. Cristo
não nos dá apenas sua palavra,
mas dá-se por amor a cada
um de nós.
e) A comunhão
Durante esse momento a assembléia
dirige-se à mesa eucarística.
O canto deve procurar ser
um canto de louvor moderado,
salientando a doação de
Cristo por nós. A comunhão
pode ser recebida nas mãos
ou na boca, tendo o cuidado
de, no primeiro caso, a
mão que recebe a hóstia
não ser a mesma que a leva
a boca. Aqueles que por
um motivo ou outro não comungam
é importante que façam desse
momento também um momento
de encontro com o Cristo.
Após a comunhão segue-se
a ação de graças, que pode
ser feita em forma de um
canto de meditação ou pelo
silêncio, que dentro da
liturgia possui sua linguagem.
O que não pode é esse momento
ser esquecido ou utilizado
para conversar com que está
ao nosso lado.
f) Oração após a comunhão
Infelizmente criou-se o mau
costume em nossas assembléias
de se fazer essa oração
após os avisos, como uma
espécie de convite apressado
para se ir embora. Esta
oração liga-se ainda a liturgia
eucarística, e é o seu fechamento,
pedindo a Deus as graças
necessárias para se viver
no dia-a-dia tudo que se
manifestou perante a assembléia
durante a celebração.
Ritos
Finais
“O rito de encerramento da
Missa consta fundamentalmente
de três elementos: a saudação
do sacerdote, a bênção,
que em certos dias e ocasiões
é enriquecida e expressa
pela oração sobre o povo,
ou por outra forma mais
solene, e a própria despedida,
em que se despede a assembléia,
afim de que todos voltem
ás suas atividades louvando
e bendizendo o Senhor com
suas boas obras” (IGMR 57).
Para muitos, este momento
é um alívio, está cumprido
o preceito dominical. Mas
para outros, esta parte
é o envio, é o início da
transformação do compromisso
assumido na Missa em gestos
e atitudes concretas. Ouvimos
a Palavra de Deus e a aceitamos
em nossas vidas. Revivemos
a Páscoa de Cristo, assumindo
também nós esta passagem
da morte para a vida e unimo-nos
ao sacrifício de Cristo
ao reconhecer nossa vida
como dom de Deus e orientando-a
em sua direção.
Sem demais delongas, este
momento é o oportuno para
dar-se avisos à comunidade,
bem como para as últimas
orientações do presidente
da celebração. Após, segue-se
a bênção do sacerdote e
a despedida. Para alguns
liturgistas, esse momento
é um momento de envio, pois
o sacerdote abençoa os fiéis
para que estes saiam pelo
mundo louvando a Deus com
palavras e gestos, contribuindo
assim para sua transformação.
Vejamos o porquê disso.
Passando a despedida para
o latim ela soa da seguinte
forma: “Ite, Missa est”.
Traduzindo-se para o português,
soa algo como “Ide, tendes
uma bênção e uma missão
a cumprir”, pois em
latim, missa significa
missão ou demissão, como
também pode significar bênção.
Nesse sentido, eucaristia
significa bênção, o que
não deixa de ser uma realidade,
já que através da doação
de seu Filho, Deus abençoa
toda a humanidade. De posse
desta boa-graça dada pelo
Pai, os cristãos são re-enviados
ao mundo para que se tornem
eucaristia, fonte de bênçãos
para o próximo. Desse modo
a Missa reassume todo seu
significado.
Conclusão
O intuito maior deste texto é mostrar a Missa como algo
dinâmico, que não se reduz
a apenas uma série de ritos
realizados no interior da
nossa Igreja; pelo contrário,
através da Missa tornamos
presentes em nós Cristo,
e por nós tornamos Cristo
presente no mundo. Daí ser
a eucaristia fonte da Igreja.
Não poderíamos também deixar
de procurar despertar a
consciência para o mistério
celebrado, bem como atentar
com relações a gestos e
posturas durante a Missa
que possuem todo um significado
e que enriquecem ainda mais
as nossas celebrações. Que
todos aqueles que tiveram
a oportunidade de ler o
conteúdo destas páginas
possam, cada vez mais, entender
o significado do “Ite,
Missa est!”, e dessa
forma contribuírem na concretização
do Reino de Deus.
Bibliografia
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da Eucaristia. Petropólis,
Ed. Vozes, 1993.
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de Jerusalém. Paulus, 1996.
Cechinato, Luiz. A Missa Parte por Parte. Petrópolis,
Ed. Vozes, 1979.
Duarte, Luiz Miguel. Liturgia: conheça mais para celebrar
melhor. São Paulo, Paulus,
1996.
Instrução Geral ao Missal Romano(IGMR).
Góis, João de Deus. Breve Curso de Liturgia. São Paulo,
Ed. Loyola, 1987.
Junior, Joviano de Lima. A Eucaristia que Celebramos: explicação
popular da Missa. São
Paulo, Ed. Paulinas,
1982.
Schnitzler, Theodor. Missa, mensagem de vida: entenda a missa para participar melhor. São Paulo, Ed. Paulinas, 1978.
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